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quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Real - O plano por trás da história / O filme completo


Para o brasileiro, o que informa, não forma nem transforma...e esse é o maior medo da classe dominante...que seu povo um dia acordem do processo de imbecilização generalizado quem vem sendo construido ao longo do tempo.

segunda-feira, 24 de julho de 2017

segunda-feira, 17 de julho de 2017

parnaiba: ESTADO DE GUERRA CIVIL NO RIO DE JANEIRO

parnaiba: ESTADO DE GUERRA CIVIL NO RIO DE JANEIRO: parabenizar às autoridades do Rio de janeiro, o poder publico, os defensores dos direitos humanos e a todos os revoluc...

ESTADO DE GUERRA CIVIL NO RIO DE JANEIRO


parabenizar às autoridades do Rio de janeiro, o poder publico, os defensores dos direitos humanos e a todos os revolucionários vocês são a cara do rio e merecem nossa admiração.

quinta-feira, 13 de julho de 2017

parnaiba: A QUEDA DO MITO E O FIM DO PT

parnaiba: A QUEDA DO MITO E O FIM DO PT: Com  a  certeza  da  impunidade, das  aberrações,  praticada  ao  longo  de  sua  carreira  política; segundo   o vice do PT:   -venho  a  ...

A QUEDA DO MITO E O FIM DO PT

Com  a  certeza  da  impunidade, das  aberrações,  praticada  ao  longo  de  sua  carreira  política; segundo   o vice do PT:   -venho  a  publico,  dizer  que  Lula  recebeu  o   anuncio  de  sua  condenação " com  a  serenidade de  um  inocente  e  a  indignação  de  um  injustiçado".  Seria  trágico,  se  não  fosse  esse  escárnio  com  a  cara  do  brasileiro  que  depositou  toda  sua  confiança em  um  mito, uma  lenda, alguém  que  se  apresenta  como  mártir, apenas  com  o  objetivo  de  ludibriar  não  uma  nação,  mas,  o  mundo. O  gigante,  que  saiu  do  lixo  ao  luxo,   hoje  volta  ao  o  lixo,  com  um  nível  de  contaminação  que  tá  derrubando  o  país e  levando  consigo  todo  veneno  disseminado com  o  intuito  de  colocar  um povo contra a  nação;  dividindo  rico  contra   pobre,  preto  contra  branco,  norte,  nordeste,  contra  sul, sudeste, mulheres  contra  homens,  héteros contra  homo,  sem  contar  a  tentativa  de uma  guerra  religiosa em  um  país  que  se  diz  "laico" quando  lhes  é  conveniente. O  Brasil  sofre  desde  1500,  mas,  continua  de  pé e  não  será  o  crime  organizado  que  vai  sucumbir com  o  sonho e  a  esperança  do  povo  brasileiro ter  dignidade.
Tchau  querido!  a  lei  e  a  ordem será  sempre a  meta  de  nossa  bandeira que  jamais  será  vermelha.

parnaiba: Vejam o que muda na nova CLT

parnaiba: Vejam o que muda na nova CLT: Férias  Regra atual  As férias de 30 dias podem ser fracionadas em até dois períodos, sendo que um deles não pode ser inferior a 10 ...

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Vejam o que muda na nova CLT



Férias

 Regra atual
 As férias de 30 dias podem ser fracionadas em até dois períodos, sendo que um deles não pode ser inferior a 10 dias. Há possibilidade de 1/3 do período ser pago em forma de abono.

 Nova regra
As férias poderão ser fracionadas em até três períodos, mediante negociação, contanto que um dos períodos seja de pelo menos 15 dias corridos.

 Jornada

 Regra atual
A jornada é limitada a 8 horas diárias, 44 horas semanais e 220 horas mensais, podendo haver até 2 horas extras por dia.

 Nova regra
Jornada diária poderá ser de 12 horas com 36 horas de descanso, respeitando o limite de 44 horas semanais (ou 48 horas, com as horas extras) e 220 horas mensais.

 Tempo na empresa

 Regra atual
 A CLT considera serviço efetivo o período em que o empregado está à disposição do empregador, aguardando ou executando ordens.

Nova regra
 Não são consideradas dentro da jornada de trabalho as atividades no âmbito da empresa como descanso, estudo, alimentação, interação entre colegas, higiene pessoal e troca de uniforme.

 Descanso
 Regra atual
 O trabalhador que exerce a jornada padrão de 8 horas diárias tem direito a no mínimo uma hora e a no máximo duas horas de intervalo para repouso ou alimentação.

 Nova regra
 O intervalo dentro da jornada de trabalho poderá ser negociado, desde que tenha pelo menos 30 minutos. Além disso, se o empregador não conceder intervalo mínimo para almoço ou concedê-lo parcialmente, a indenização será de 50% do valor da hora normal de trabalho apenas sobre o tempo não concedido em vez de todo o tempo de intervalo devido.

 Remuneração

 Regra atual
A remuneração por produtividade não pode ser inferior à diária correspondente ao piso da categoria ou salário mínimo. Comissões, gratificações, percentagens, gorjetas e prêmios integram os salários.

 Nova regra
O pagamento do piso ou salário mínimo não será obrigatório na remuneração por produção. Além disso, trabalhadores e empresas poderão negociar todas as formas de remuneração, que não precisam fazer parte do salário.

 Plano de cargos e salários

 Regra atual
O plano de cargos e salários precisa ser homologado no Ministério do Trabalho e constar do contrato de trabalho.

 Nova regra
O plano de carreira poderá ser negociado entre patrões e trabalhadores sem necessidade de homologação nem registro em contrato, podendo ser mudado constantemente.

 Transporte
 Regra atual
O tempo de deslocamento no transporte oferecido pela empresa para ir e vir do trabalho, cuja localidade é de difícil acesso ou não servida de transporte público, é contabilizado como jornada de trabalho.

 Nova regra
O tempo despendido até o local de trabalho e o retorno, por qualquer meio de transporte, não será computado na jornada de trabalho.

 Trabalho intermitente (por período)

 Regra atual
A legislação atual não contempla essa modalidade de trabalho.

 Nova regra
O trabalhador poderá ser pago por período trabalhado, recebendo pelas horas ou diária. Ele terá direito a férias, FGTS, previdência e 13º salário proporcionais. No contrato deverá estar estabelecido o valor da hora de trabalho, que não pode ser inferior ao valor do salário mínimo por hora ou à remuneração dos demais empregados que exerçam a mesma função.O empregado deverá ser convocado com, no mínimo, três dias corridos de antecedência. No período de inatividade, pode prestar serviços a outros contratantes.

 Trabalho remoto (home office) 

Regra atual
A legislação não contempla essa modalidade de trabalho.

 Nova regra
Tudo o que o trabalhador usar em casa será formalizado com o patrão via contrato, como equipamentos e gastos com energia e internet, e o controle do trabalho será feito por tarefa.

 Trabalho parcial

 Regra atual
A CLT prevê jornada máxima de 25 horas por semana, sendo proibidas as horas extras. O trabalhador tem direito a férias proporcionais de no máximo 18 dias e não pode vender dias de férias.

 Nova regra
A duração pode ser de até 30 horas semanais, sem possibilidade de horas extras semanais, ou de 26 horas semanais ou menos, com até 6 horas extras, pagas com acréscimo de 50%. Um terço do período de férias pode ser pago em dinheiro.

 Negociação

 Regra atual
 Convenções e acordos coletivos podem estabelecer condições de trabalho diferentes das previstas na legislação apenas se conferirem ao trabalhador um patamar superior ao que estiver previsto na lei.

 Nova regra
Convenções e acordos coletivos poderão prevalecer sobre a legislação. Assim, os sindicatos e as empresas podem negociar condições de trabalho diferentes das previstas em lei, mas não necessariamente num patamar melhor para os trabalhadores. Em negociações sobre redução de salários ou de jornada, deverá haver cláusula prevendo a proteção dos empregados contra demissão durante o prazo de vigência do acordo. Esses acordos não precisarão prever contrapartidas para um item negociado. Acordos individualizados de livre negociação para empregados com instrução de nível superior e salário mensal igual ou superior a duas vezes o limite máximo dos benefícios do INSS (R$ 5.531,31) prevalecerão sobre o coletivo.

 Prazo de validade das normas coletivas

 Regra atual
As cláusulas dos acordos e convenções coletivas de trabalho integram os contratos individuais de trabalho e só podem ser modificados ou suprimidos por novas negociações coletivas. Passado o período de vigência, permanecem valendo até que sejam feitos novos acordos ou convenções coletivas.

 Nova regra
O que for negociado não precisará ser incorporado ao contrato de trabalho. Os sindicatos e as empresas poderão dispor livremente sobre os prazos de validade dos acordos e convenções coletivas, bem como sobre a manutenção ou não dos direitos ali previstos quando expirados os períodos de vigência. E, em caso de expiração da validade, novas negociações terão de ser feitas. 

Representação

 Regra atual
A Constituição assegura a eleição de um representante dos trabalhadores nas empresas com mais de 200 empregados, mas não há regulamentação sobre isso. Esse delegado sindical tem todos os direitos de um trabalhador comum e estabilidade de dois anos.

 Nova regra
 Os trabalhadores poderão escolher 3 funcionários que os representarão em empresas com no mínimo 200 funcionários na negociação com os patrões. Os representantes não precisam ser sindicalizados. Os sindicatos continuarão atuando apenas nos acordos e nas convenções coletivas.

 Demissão

 Regra atual
Quando o trabalhador pede demissão ou é demitido por justa causa, ele não tem direito à multa de 40% sobre o saldo do FGTS nem à retirada do fundo. Em relação ao aviso prévio, a empresa pode avisar o trabalhador sobre a demissão com 30 dias de antecedência ou pagar o salário referente ao mês sem que o funcionário precise trabalhar.

 Nova regra
O contrato de trabalho poderá ser extinto de comum acordo, com pagamento de metade do aviso prévio e metade da multa de 40% sobre o saldo do FGTS. O empregado poderá ainda movimentar até 80% do valor depositado pela empresa na conta do FGTS, mas não terá direito ao seguro-desemprego.

 Danos morais

 Regra atual
Os juízes estipulam o valor em ações envolvendo danos morais.

 Nova regra
 A proposta impõe limitações ao valor a ser pleiteado pelo trabalhador, estabelecendo um teto para alguns pedidos de indenização. Ofensas graves cometidas por empregadores devem ser de no máximo 50 vezes o último salário contratual do ofendido.

 Contribuição sindical

 Regra atual
A contribuição é obrigatória. O pagamento é feito uma vez ao ano, por meio do desconto equivalente a um dia de salário do trabalhador.

 Nova regra
A contribuição sindical será opcional.

 Terceirização

  Regra atual
 O presidente Michel Temer sancionou o projeto de lei que permite a terceirização para atividades-fim.

 Nova regra
Haverá uma quarentena de 18 meses que impede que a empresa demita o trabalhador efetivo para recontratá-lo como terceirizado. O texto prevê ainda que o terceirizado deverá ter as mesmas condições de trabalho dos efetivos, como atendimento em ambulatório, alimentação, segurança, transporte, capacitação e qualidade de equipamentos.

 Gravidez]

 Regra atual
Mulheres grávidas ou lactantes estão proibidas de trabalhar em lugares com condições insalubres. Não há limite de tempo para avisar a empresa sobre a gravidez.

 Nova regra
É permitido o trabalho de mulheres grávidas em ambientes considerados insalubres, desde que a empresa apresente atestado médico que garanta que não há risco ao bebê nem à mãe. Mulheres demitidas têm até 30 dias para informar a empresa sobre a gravidez.

 Banco de horas

 Regra atual
 O excesso de horas em um dia de trabalho pode ser compensado em outro dia, desde que não exceda, no período máximo de um ano, à soma das jornadas semanais de trabalho previstas. Há também um limite de 10 horas diárias.

 Nova regra
 O banco de horas pode ser pactuado por acordo individual escrito, desde que a compensação se realize no mesmo mês.

 Rescisão contratual

 Regra atual
 A homologação da rescisão contratual deve ser feita em sindicatos.

Nova regra
A homologação da rescisão do contrato de trabalho pode ser feita na empresa, na presença dos advogados do empregador e do funcionário – que pode ter assistência do sindicato.

Ações na Justiça

 Regra atual
 O trabalhador pode faltar a até três audiências judiciais. Os honorários referentes a perícias são pagos pela União. Além disso, quem entra com ação não tem nenhum custo.

 Nova regra
O trabalhador será obrigado a comparecer às audiências na Justiça do Trabalho e, caso perca a ação, arcar com as custas do processo. Para os chamados honorários de sucumbência, devidos aos advogados da parte vencedora, quem perder a causa terá de pagar entre 5% e 15% do valor da sentença. O trabalhador que tiver acesso à Justiça gratuita também estará sujeito ao pagamento de honorários de perícias se tiver obtido créditos em outros processos capazes de suportar a despesa. Caso contrário, a União arcará com os custos. Da mesma forma, terá de pagar os honorários da parte vencedora em caso de perda da ação. Além disso, o advogado terá que definir exatamente o que ele está pedindo, ou seja, o valor da causa na ação. Haverá ainda punições para quem agir com má-fé, com multa de 1% a 10% da causa, além de indenização para a parte contrária. É considerada de má-fé a pessoa que alterar a verdade dos fatos, usar o processo para objetivo ilegal, gerar resistência injustificada ao andamento do processo, entre outros. Caso o empregado assine a rescisão contratual, fica impedido de questioná-la posteriormente na Justiça trabalhista. Além disso, fica limitado a 8 anos o prazo para andamento das ações. Se até lá a ação não tiver sido julgada ou concluída, o processo será extinto.

  Multa

 Regra atual
A empresa está sujeita a multa de um salário mínimo regional, por empregado não registrado, acrescido de igual valor em cada reincidência.

 Nova regra
A multa para empregador que mantém empregado não registrado é de R$ 3 mil por empregado, que cai para R$ 800 para microempresas ou empresa de pequeno porte.

terça-feira, 11 de julho de 2017

Lula deixa claro qual a função dos indicados para compor seu governo


E fantástico esse depoimento. Fica claro que o Paulo Roberto foi nomeado exatamente para delinqui em trinta anos de carreira erra exemplar recebeu uma indicação política no outro dia já começou a rouba e não é a imprensa golpista que tá falando não é o chefe.

sexta-feira, 7 de julho de 2017

parnaiba: DO SÁDICO AO INOCENTE , NOSSA GUERRA É PROPOSI...

parnaiba: DO SÁDICO AO INOCENTE , NOSSA GUERRA É PROPOSI...: Para provar, a um povo com sede de justiça, que a revolução comunista era via de fato; um grande revolucionário (mac...

DO SÁDICO AO INOCENTE , NOSSA GUERRA É PROPOSITAL .



Para provar, a um povo com sede de justiça, que a revolução comunista era via de fato; um grande revolucionário (maconheiro) o sádico "Brizola" deixa sua terra natal e vem para o Rio de Janeiro, implantar seu grande projeto revolucionário, cujo pagamos o preço até hoje. Graças a revolução, somos vítimas da guerra sem limites e com o apoio institucional e o aval da justiça, a onde todos temos o direito de morrer...por que viver é utópico. Antes tudo era casual, hoje é generalizado, é endêmico, é consensual ; onde o único direito de resposta é uma bala perdida e caixão. Essa guerra não é nossa, mas, somos obrigados amargar o descaso e a destruição generalizada do Rio de Janeiro, com um único propósito: Desmoralizar o cidadão que acredita na democracia, na lei e na ordem. e o grande projeto de "Brizola a pesão" está concretizado e o anarquismo bate palma e do tumulo em algum buraco no inferno o guerreiro grita: viva a revolução. BRASIL PÁTRIA EDUCADORA

sábado, 24 de junho de 2017

BRASIL PÁTRIA EDUCADORA


Em um país, rico e com tantas desigualdade, o povo, parecem lutarem para serem desiguais. Para não ter que acabar com o jeitinho brasileiro, o povo que sonhava com a liberdade, quando eramos uma colônia, quando eram escravos e depois da libertação eles continuam com a saga de subserviência em troca de uma palavra alter ego. Com a tão sonhada democracia, ode o povo é o centro do poder; eles, continua dizendo entender tudo sobre democracia, mas preferem ser bajuladores de corruptos e cúmplice de bandidos para fugirem da responsabilidade de cidadão que se exige em um estado democrático de direito. Num ranking de 60 países somos o 58, isso mesmo...quinquagésimo oitavo no ranking da educação básica e muitos adorando o slogan: BRASIL PÁTRIA EDUCADORA. Isso é fantástico. Levaremos mais 500 anos para descobrirmos que o Brasil é um país, e capaz de discerni o que é melhor para todos. Gostaria de está no aniversário de 1000 anos do Brasil só para ter a certeza de com a mentalidade de nossa gente de hoje; certamente ainda vamos tá sonhando com o país do futuro e lambendo botas de representantes que não representam nada e nunca representarão.

sábado, 10 de junho de 2017

Para onde vai o país?


Depois da pátria educadora, podemos esperar muitas coisas desse país; mas, dos nossos guardiões da justiça o que esperar? Não é atoa que num ranking de 60 países, somos o quinquagésimo oitavo no que se diz respeito a educação b´sica de qualidade; e o exemplo que vem das mais altas cortes desse país; é que o brasileiro não é levado a sério, mas o barulho da verdade é muito maior que o silêncio dos inocentes...e claro, quanto mais conheça a nossa justiça mais valorizem as notas de cem reais. Esqueçam a moral, ética, bons costumes ou qualquer outro valor...que não, o dinheiro! porque sem ele você não é nada...e parece que a única solução é uma intervenção internacional de alguém que priorize a dignidade humana acima de tudo e não a Sodoma e Gomorra que priorizamos.

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Um herói pra chamar de seu


Uma democracia, para se estabelecer leva tempo, e no Brasil parece que isso é eterno. Nossa gente de hoje; mas: não os de amanhã; parecem viver ainda na colônia portuguesa, onde eram servo de um Senhor e perseguido por um capitão do mato, escravo negro que se deleitava da proeza de castigar seu semelhante com uma chibata, depois elegeram Zumbi como herói. Hoje o que mudou? parece que não muito. A desigualdade é aberrante em todo território o povo é massacrado temos um desserviço publico generalizado a corrupção e os corruptores estrelas do mais elevado quilate e o povo patológico buscando um herói pra chamar de seu...claro que pra fujir da responsabilidade que se é exigida para viver em uma democracia, onde o povo é o centro do poder. parece que viemos ao mundo para ser pequeno e subserviente bajuladores e nunca empreendedores altivo e sustentável de sua própria existência. E fantástico como somos pequenos. Se um um dia essa nação descobrir a força que tem não mais vão adotar bandido como heróis e a lei e a igualdade será para todos. BRASIL PÁTRIA EDUCADORA

sexta-feira, 28 de abril de 2017

A greve Lulista não poderia ser séria...e não é.

Confirmado  sem  sombra  de  dúvida, que,  a  tão  alardeada greve  geral  não  passa  de   um  movimento anarquista, criminoso de  desagravo   aos  último  minutos  da  derrocada  final  do  chefe  do  crime  organizado  no  país,  que  levou  a  esse  caos generalizado em  todo  país.  Os  movimento,  de  junho de  2013,  que  deu  inicio  a  limpeza na  política  e  nas  instituições,  precisa  voltar  às  ruas ainda  com  mais  força  e  o  apoio  total  a  lava  jato...que  tem  sido  até  então  o  único movimento em  defesa  do  povo;  mas  que  alguns  pelegos adeptos da  corrupção querem  suprimir.
O  Brasil  vai  ser  passado  a  limpo  e doa a quem doer;  quem  gosta  de  sujeira,  levem-os  para  dentro  de  suas  casas,  com  suas  tornozeleira blindadas...que  acredito  que  como  o  turbante  que  escondia  os  piolos nas  cabeças  dos  lordes no  brasil  colonial,  o  uso  da  tornozeleira    será  a  moda  da  vez.
2018  vem  aí  e  essa  limpeza   depende  de  cada  um  de  vocês  e  você  pode limpar  tudo  ou  se  lambuza com o  câncer  que  corrói  toda  uma  nação.

quinta-feira, 27 de abril de 2017

GREVE OU ANARQUIA?!

A greve anunciada  para  o dia  28/04,  se  vier  e de  preferencia  sem  bandeira;  será  bem  vinda. Mas  um país  quebrado,  corrompido e  lutando  de  forma  voraz  para  proteger   corruptos, parece  mais  um  movimento de  desviu  de  finalidade proposital. Desempregado  não  faz  greve.    A  agonia  continua, o  país  está  travado   e  precisando,  agora  mais  do  que  nunca, daquelas  reformas  que  a  esquerda  tanto  bradava  e  chegou  ao  poder  pela  força  desses  argumentos  como:  A reforma  trabalhista,  a reforma  agraria, a  reforma  da  previdência,  a  reforma  do  judiciário, a  reforma   tributária,  a reforma  política, reforma  da   educação, a reforma  do  código  penal, a  reforma  do  sistema  penal e  parece  que  a  grande  reforma  feita  não  foi  no  triplex nem  no  sitio  em  Atibaia,  mas  sim,   a  reforma  da  prostituição  política e da  formação  de  quadrilha, do  crime  organizado. O  que  sobrou  é  isso  que  aí  estar:  a  maior  crise financeira, ética,  moral  e  social  de  todos  os  tempos,  parece  que  a  marolinha  chegou a  vaquinha  tossiu e  o  Brasil finalmente  se  tornou  uma  pátria  educadora; onde  o  bandido  comum que  leva  a  vida  do  cidadão inocente é  uma  vítima  social, os  bandidos  de  colarinho  branco são  todos  inocentes  e  os  juízes  que  tenta fazer  valer  a constituição são  tratados  como  bandidos  inquisidores e  o  povo como hienas sociais,

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Pra quem gosta de cordel

O REI ORGULHOSO NA HORA DA REFEIÇÃO


NOME – O REI ORGULHOSO NA HORA DA REFEIÇÃO
TEMA – Astúcia
AUTOR – Pedro Rouxinol
LOCAL – Sem indicação DATA – Sem indicação
NÚMERO DE ESTROFES – 119 de seis versos de sete sílabas (sextilhas)
REVISÃO- César Obeid
ESQUEMA DAS RIMAS – x a x a x a
OBSERVAÇÃO – As letras repetidas indicam os versos que rimam entre si. Indicam–se com x os versos que não rimam com nenhum outro.
FINAL – Uma estrofe de sete versos (septilha ou obra de sete pés) de sete sílabas, onde aparece o nome do autor, mas não em acróstico. ESQUEMA DAS RIMAS – x a x a b b a (rima chamada aberta, porque o 1º e o 3º versos não rimam com nenhum outro).

BIOGRAFIA DO AUTOR–PEDRO ROUXINOL
Nasceu em Itaporanga – PB e faleceu no Maranhão. Foi cantador e poeta popular, sendo a presente obra a única que consta
em sua bibliografia. (dados recolhidos no DICIONÁRIO BIO - BIBLIOGRÁFICO DE REPENTISTAS E POETAS DE BANCADA – ÁTILA, Augusto F. de Almeida, e ALVES SOBRINHO, José – Editora Universitária – João Pessoa – PB – 1978

O REI ORGULHOSO NA HORA DA REFEIÇÃO


NOME – O REI ORGULHOSO NA HORA DA REFEIÇÃO
TEMA – Astúcia
AUTOR – Pedro Rouxinol
LOCAL – Sem indicação DATA – Sem indicação
NÚMERO DE ESTROFES – 119 de seis versos de sete sílabas (sextilhas)
REVISÃO- César Obeid
ESQUEMA DAS RIMAS – x a x a x a
OBSERVAÇÃO – As letras repetidas indicam os versos que rimam entre si. Indicam–se com x os versos que não rimam com nenhum outro.
FINAL – Uma estrofe de sete versos (septilha ou obra de sete pés) de sete sílabas, onde aparece o nome do autor, mas não em acróstico. ESQUEMA DAS RIMAS – x a x a b b a (rima chamada aberta, porque o 1º e o 3º versos não rimam com nenhum outro).

BIOGRAFIA DO AUTOR–PEDRO ROUXINOL
Nasceu em Itaporanga – PB e faleceu no Maranhão. Foi cantador e poeta popular, sendo a presente obra a única que consta
em sua bibliografia. (dados recolhidos no DICIONÁRIO BIO - BIBLIOGRÁFICO DE REPENTISTAS E POETAS DE BANCADA – ÁTILA, Augusto F. de Almeida, e ALVES SOBRINHO, José – Editora Universitária – João Pessoa – PB – 1978
Quanto é grande a Natureza
Deste mundo universal!
O bem, mistério sagrado,
Luz de todo pessoal –
O malefício, a navalha
Que corta o mundo em geral!


O mundo nos seus princípios,
Era todo diferente:
O povo capitalista,
Ou mesmo o povo indigente,
Eram luzes sem faróis,
Atacando a mesma gente.


As leis eram diferentes:
Nada de civilidade.
Nos impérios, só reinavam
Horror e barbaridade –
Eram coisas rigorosas
Contra toda a cristandade!


Dentro daqueles reinados
As ordens eram penosas:
Seus habitantes viviam
Nas sujeições horrorosas,
Nas liberdades sumíticas,
Nas quedas mais fragorosas!


Os reis baixavam decretos,
Com um dever iracundo;
Isso, por qualquer besteira,
Havia golpe profundo –
Morria, por morte bárbara,
Lancetado todo mundo!

Por isso, caros ouvintes,
Peço–vos toda a atenção,
Para escrever um drama,
Passado na tradição –
A proteção do Eterno,
Na mais penosa aflição.

Quem estuda sabe bem
Quem eram os homens de dantes,
Cheios de barbaridades,
Atoas, ignorantes,
Que praticavam horrores,
Tristonhos, repugnantes.

Se um rei daqueles dissesse
Que conquistava um país,
Jogava todo seu povo
Naquele horror infeliz,
Embora perdesse tudo,
Pra nunca mais ser feliz.


Quando um monarca daqueles
Sentia qualquer abalo,
Jurava tomar vingança,
Matando sábio e vassalo –
E se fosse um próprio filho,
Ele mandava matá-lo.

Porém, num certo país,
Habitava um rei bondoso,
Muito amigo da pobreza,
Justo, bom e caridoso –
Mas tinha uma horrível falta,
Que lhe fazia horroroso.

Ele era tão bom, que
Comia junto a pobreza,
Mostrando a todos que tinha
Amor e delicadeza –
Nem parecia ser dono
Daquela imensa grandeza!

E sempre, todos os dias,
Acostumava mandar
Pegar peixinhos pequenos
Nas águas claras do mar,
Para lhe dar mais sabor,
No momento do jantar.


Porém, prezados leitores,
A ordem aí era dura:
Quem cumprisse aquela ordem
Teria grande ventura,
Porém, se facilitasse,
Baixaria a sepultura.


Se a comida fosse peixe,
Tinha por obrigação
Comer a banda de cima,
Porém a de baixo não-
Ninguém revirava o peixe
Na hora da refeição.

Escreveu mesmo ao seu punho,
Botou num grande edital,
Na sala de refeição,
Sobre um quadro especial,
Dizendo: - Isso é decreto
Da Majestade Real!

O povo dos arrabaldes
Daquilo tudo sabia;
Quando ia na mesa dele,
Aquela ordem cumpria –
Comia o peixe por cima,
Mas em baixo não bulia.

Aquele povo da corte
Com ele se alimentava,
Porém lia os editais,
Na hora que se sentava –
Comia o peixe por cima,
Mas em baixo não tocava.

Para isso ele mandou
Preparar os editais –
Para que todos olhassem,
Com bases fundamentais,
Porque, faltando essa ordem,
O castigo era demais!

Por isso, quem se enganasse
Morria sem remissão:
Era logo condenado,
Se acabava sem perdão –
Passava três dias preso,
Morria sem salvação!

Porém, ao que fosse preso,
Ele dava liberdade
De lhe fazer três pedidos,
Se houvesse necessidade,
Que ele lhe atenderia
De muita boa vontade.

Ele só não atendia
Pedido pra não morrer –
Esse aí, por qualquer forma,
Não poderia atender! –
Porém, pedindo outras coisas,
Tudo podia obter.

Quem ler essa estória veja
Como é o seu preceito:
Nos três dias, três pedidos,
Cada um seria feito,
Porém, no fim de três dias,
Morria, não tinha jeito!

Já findara mais de um pobre,
Porque de nada sabia –
Às vezes, vinha de longe,
O povo nada dizia,
Ia pra mesa inocente,
Virava o peixe e morria!

E assim continuava
Esse modo desgraçado.
O leitor preste atenção
Pois isso foi no passado –
Que um rei, dizendo, fazia,
Nem que morresse estrepado!

Estamos vendo que o rei
Era muito espreitado.
Bem perto do país dele,
Havia um grande condado,
Onde residia um conde,
Seu amigo idolatrado.

No condado, tinha um velho,
Que ao conde acompanhava –
Era esse um velho pagem;
Quando o conde viajava,
Naquelas viagens todas,
A ele sempre levava.

O conde lhe disse um dia:
- Tu és meu vassalo amigo!
Vou fazer uma viagem,
Tu hás de ires comigo –
Na corte do rei Heitor,
Só irei junto contigo!

No outro dia, seguiu
O conde e o seu criado,
O conde sempre falando
Nas coisas de seu condado –
Mas não avisou ao velho,
Visto não ter se lembrado.

Na corte do grande rei,
Eles alegres chegaram.
Os dois monarcas, sorrindo,
Nessa hora se abraçaram;
Sobre os assuntos monárquicos,
Uma hora palestraram.

O conde disse, sorrindo,
Para o monarca Heitor:
- Esse velho é um criado,
Porém tem grande valor –
É um pagem, justamente,
Mas eu lhe devo favor!

Disse o rei: - Está muito bem!
Deve sempre venerá-lo –
Quem possui criado bom,
Com gosto deve adorá-lo!
Disse o conde: - Toda a vida
Soube zelar meu vassalo!

Ouviu-se um som de sineta,
Convidando pra o jantar.
Marchou logo todo povo,
Para se alimentar;
O conde foi com o velho,
Sem de nada se lembrar.

Já estavam todos na mesa,
Quando o conde se lembrou
Que o velho estava inocente
E ele não lhe avisou,
Nem podia avisar mais!
Tristemente, suspirou.

Saía tudo a favor,
Se o velho soubesse ler –
Mas o velho não sabia,
Nem ele pôde dizer.
Disse o conde: - Agora sim!
Meu criado irá morrer!

O conde ficou olhando,
Tristemente a complementar:
- Não posso dizer falando,
Muito menos acenar –
O jeito que tem agora
É o velho se acabar!

O pobre velho, com fome,
Com o peixe se entreteu –
O conde inda acenou,
E o velho não percebeu.
Findou a banda de cima,
Virou a outra e comeu.

O rei, vendo o que se deu,
Como uma fera olhou.
O velho nada sabia –
Dois peixes ainda virou!
Findando- se a janta, o rei
Por esta forma falou:

- Meu amigo e grande conde,
Não precisa te avisar –
Tu sabes que um decreto
Precisa se respeitar!
De acordo com a lei,
Teu pagem vai se acabar!

O amigo sabe bem
Que um decreto é sagrado:
Príncipe que não sustenta
Um dito no seu reinado,
Deve ser lançado fora
Antes de ser coroado!

Disse o conde: - Muito bem!
A lei, pra ser decretada,
Dentro de qualquer país,
Deve ser executada!
A morte ficou pra todos –
Isso não quer dizer nada!

O rei disse para o velho:
- Tu irás para prisão!
De me fazer três pedidos,
Darei toda a permissão –
Porém, no fim dos três dias,
Morrerás sem remissão.

Aviso- te que não faças
Pedido pra não morrer,
Porque, se assim me pedires,
Não poderei te atender –
Porém, pedindo outras coisas,
Tudo se pode fazer!

De momento, o pobre velho
Para a cadeia marchou.
O conde, muito sentido,
No mesmo dia voltou.
Chegando em casa da velha,
A dita história contou.

A velha disse, chorando:
- Valei-me, Maria Virgem!
Caiu sem fala no chão,
Porque deu – lhe uma vertigem.
Quando ela tornou, o conde
Lhe contou toda a origem.

- Que faço agora, senhor?
Devo também me findar?
Porém um filho lhe disse:
- Mamãe, não deves chorar!
Isso aí não vale nada –
Eu tenho um jeito pra dar!

- Meu filho, não tem mais jeito!
Já foi condenado à morte –
Não tem mais jeito que faça
Defendê-lo desse corte!
Disse o rapaz: - Não é nada –
Tudo depende da sorte!

- Meu filho, a pena de morte
Já fora lançada nele!
Disse o rapaz: - Hoje mesmo,
Irei conversar com ele –
Pedir ao rei pra soltá-lo
E prender- me em lugar dele!

A velha disse: - Meu filho,
Será isso grande horror:
Te acabar na mocidade,
No mais tremendo clamor!
Soltar um e morrer outro,
Se torna na mesma dor!

Disse o rapaz: - Minha mãe,
O homem morre na hora!
Do perigo mais horrendo,
Às vezes sai a melhora!
Meu pai deve levar fim
Na casinha da senhora!

Como filho, sou menino –
Ele é mais, como marido!
Outra mais, que já está velho,
Acabrunhado e abatido –
Deve morrer na sua casa,
Como Jesus for servido!


Tenho fé em Deus que o rei
Tudo comigo combina!
Estou pronto a receber
O golpe da guilhotina,
Mas não é como ele pensa –
É como Deus determina!

Adeus, mamãe, vou morrer –
Deus será meu protetor!
Tomou a bênção à mãe dele,
Essa ficou em horror.
Disse ele: - Não lamente –
Deus será a meu favor!

Às quatro do outro dia,
Chegou na grande cidade.
Pediu licença na corte,
Com justicialidade,
Que desejava falar
Com a alta majestade.

Levaram- no logo ao rei
Num majestoso salão.
Ele, chegando, curvou
O joelho no chão.
O rei perguntou a ele:
- Que deseja, cidadão?

Ele disse: - Senhor meu,
Sou uma folha que cai!
Venho fazer – lhe um pedido,
Que de meu coração sai:
Pra me botar na prisão
E libertar o meu pai!

Disse o rei: - Então, tu queres
Te acabar na mocidade?
Disse o rapaz: - Pra morrer,
Não há quem tenha vontade!
Eu quero somente ver
O meu pai com liberdade!

Disse o monarca: - Está bem,
O senhor vai à prisão!
De me fazer três pedidos,
Dou- lhe toda a permissão –
Porém, no fim de três dias,
Morrerá sem salvação!

Aviso logo, não faça
Pedidos pra não morrer,
Porque fazendo, é perdido,
Que eu não posso atender –
Porém, pedindo outras coisas,
Garanto tudo fazer!

Nessa hora, o pobre moço
Saiu dali escoltado.
Levado pra onde estava
O pobre velho encerrado,
Soltaram o velho, dizendo:
- Tu és bem aventurado!


Vai-te embora, que teu filho
Vem servir no teu lugar –
A forca está preparada,
Ele não pode escapar!
Vai rezar com tua esposa,
Pra teu filho se salvar!

O velho, banhado em lágrimas,
Pra sua casa marchou,
Viver junto a sua esposa.
O pobre filho ficou;
Às dez horas da manhã,
O carcereiro chegou.

Trouxe a comida, dizendo
Que o rapaz a recebesse –
Dizendo que o rei mandava
Que ele alegre comesse
E mandasse lhe fazer
O pedido que entendesse.

O rapaz disse: - Senhor,
Me considero perdido!
Não ´tou precisando nada,
De tudo estou bem servido –
De hoje a três dias eu morro,
Para que fazer pedido?

Disse o carcereiro: - Moço,
A lei já foi decretada:
Deve pedir qualquer coisa,
Lei para isso foi criada,
Mesmo embora que o senhor
Não precise mais de nada!

Disse o rapaz: - Sendo assim,
Diga pro rei muito amado
Dar mil contos a papai,
Pra viver mais descansado –
Lhe dê também de presente,
O prédio mais alinhado!

O carcereiro voltou,
Sentindo até palidez,
Dizendo: - Ele já está louco,
Ou sentindo embriagues!
O nosso rei soberano
Vai se morder desta vez!

O carcereiro, na corte,
Depressa deu o recado
Da casa e dos mil contos.
O rei ficou assombrado,
Dizendo: - Preso maldito!
Que pedido condenado!

Porém eu fui o culpado,
Porque lhe dei liberdade –
Mas tudo isso ele me paga,
Juro com toda a verdade,
Quando tirar- lhe a cabeça,
Na maior barbaridade!

Desse primeiro pedido,
O rei muito se sentiu.
Às dez horas da manhã,
O carcereiro partiu –
Agora vamos saber
Que foi que o rapaz pediu.

O carcereiro chegou
E disse para o rapaz:
- Moço, daqueles pedidos,
Por Jesus, não faça mais,
Porque o rei ficou irado –
Pior do que Ferrabrás!

Disse o rapaz: - Meu amigo,
Ele pode se danar!
Meu pai ontem estava pobre,
Hoje tem o que gastar!
Pedido eu não quero mais –
Deixe o rei desembestar!

Respondeu o carcereiro:
- Moço, cumpra seu dever!
Amanhã o senhor morre,
Não tem para onde correr,
Mas o segundo pedido
É obrigado a fazer!

Disse o rapaz: - Sendo assim,
Volte, vá dizer a ele
Que eu mando pedir,
Com toda a esperança nele,
Pra fazer o casamento
De mim com a filha dele!

O carcereiro gritou:
- Valei-me, Nossa Senhora!
Ô pedido condenado!
O que é que eu faço agora?
Se disser isso, é capaz
De morrer na mesma hora!

Amigo, por Jesus Cristo,
Não mande dizer assim!
Faça um pedido maneiro –
Deixe de ser tão ruim!
Se eu disser isso ao rei,
Ele manda dar-me fim!

- É pra dizer que eu mando,
Dê o caso no que der!
Outra, que eu não importo –
Pode morrer quem quiser!
Quero é que o mundo saiba
Que a princesa é minha mulher!

O carcereiro voltou,
Calado, triste e sisudo,
Puxando as barbas de raiva,
Fazendo mais de um estudo.
Chegou dizendo na corte:
- Agora, danou – se tudo!

Disse o rei: - Danou-se, como?
Diga isso, por favor!
- Oh, soberano, ele agora
Mandou pedir um horror –
Que queria se casar
Com a filha do senhor!

O rei, quando ouviu aquilo,
Como demente gritou:
- Morro e mato quem vier!
Ali, do trono saltou,
Danou a coroa no chão,
Que a poeira levantou!


Sacou de mão a espada,
Quis matar o carcereiro;
Virou o trono às avessas,
E saltou para o terreiro
E só não se suicidou
Por causa de um conselheiro!

O conselheiro lhe disse:
- Calma, demore de mão!
Imagine o que é um rei
De uma grande nação –
Precisa resignar-se
E ter mais educação!

Eu sou ministro da corte,
Na frente de tudo estou,
Não admito barulho!
Este conselho lhe dou:
Se não queria essa lei,
Pra que ela decretou?

Agora, não tem mais jeito!
Dê o caso no que der,
Sua filha, ainda hoje,
Se casa, porque Deus quer –
Daqui pra amanhã, fará
Tudo o que o rapaz quiser!

Disse o rei: - A minha ira
Será derramada nele!
Amanhã todos verão
A triste derrota dele!
Só imagino minha filha
Ser de um bandido daquele!

O conselheiro ministro,
Dentro do regulamento,
Mandou chamar o juiz.
De acordo com o mandamento,
Às quatro horas da tarde,
Deu – se logo o casamento.

O rei ficou como fera,
Tristonho, sangüinolento.
Recolheu – se, indignado,
Dentro de seu aposento,
Chorando como criança,
Pensando no casamento.

Falamos no carcereiro.
No outro dia, bem cedo,
Disse consigo: - É agora –
Vou pegar outro torpedo!
Vou lhe deixar a comida,
Porém morrendo de medo!

O carcereiro partiu.
Chegando lá, disse: - Moço,
A corte está se acabando,
No mais tremendo alvoroço!
Por sua causa, o monarca
Quase me arranca o pescoço!

Disse o rapaz: - Meus pedidos
Não quero que se proteste!
Pode morrer todo mundo,
Você também é uma peste –
Falando em gente da corte,
Não tem nenhum diabo que preste!

Diga que eu mando dizer:
Nada mais quero ganhar!
Meu pai está milionário,
Tem um prédio pra morar;
Ele é sogro e eu sou genro –
Pode o mundo se acabar!

Porém eu vou inteirar
Os três pedidos sagrados:
Diga que eu quero ver
Com os dois olhos furados
Quem o viu virar o peixe,
Diante dos magistrados!

Disse o carcereiro: - Moço,
Vai haver um grande engano!
É capaz de pegar fogo
Nas águas do oceano,
Porque quem viu esse caso
Foi o nosso soberano!

Disse o rapaz: - Eu não sei
Se foi o seu rei ou não!
Quero os dois olhos furados,
Diante da multidão,
Quem o viu virar o peixe,
Na hora da refeição!

O carcereiro voltou,
Tristemente imaginava.
Quando penetrou na corte,
O rei presente estava,
Com conselheiros e sábios –
Tudo ali lhe aconselhava.

O carcereiro lhe disse:
- Os planos foram baldados!
Ele disse que quer ver,
Com os dois olhos furados,
Quem o viu virar o peixe
Diante dos magistrados!

O rei foi assombrado,
Dizendo: - Grande desgraça!
Caipora do Satanás!
Não é coisa que se faça –
Eu devia, mesmo agora,
Transformar tudo em fumaça!

Os conselheiros falaram:
- Soberano, não se veixe -
O senhor é o culpado
E do outro não se queixe!
Disse o rei: - Quem foi que viu
O velho virando o peixe?

Disseram- lhe os conselheiros:
- Não venha mais com tolice!
O senhor está nos fazendo
Perguntas de meninice –
O velho virar o peixe,
De nós não teve quem visse!

- Quem foi de vocês que viu?
Me digam, por caridade!
Disse um conselheiro velho:
- Vossa Real Majestade,
Nessa virança de peixe,
Eu nem estava na cidade!

Um disse ali: - Eu não sei!
Disse outro: - Também não!
Disse o outro: - Eu não estava
Na hora da refeição!
Outro disse: - Eu estava aqui,
Mas nem entrei no salão!

Disse o rei: - Isso é o Cão!
Hora maldita e mesquinha!
Olhou para um lado e disse:
- Foi tu que vistes, rainha?
Disse ela: - Foi o Diabo –
Eu estava lá na cozinha!

- Chame as damas – pode ser
Que alguma tenha visto!
Disse uma dama: - Senhora
Dessa peixada eu desisto!
Nem eu nem as outras viram –
Juro até por Jesus Cristo!

O rei disse: - O carcereiro
É muito calmo e moderno –
Se ele viu, não faz negança,
Juro até por Deus Eterno!
Disse o carcereiro: - Vote!
Quem viu foi o Cão do Inferno!

Disse o rei: - O velho conde
Viu e não pode negar!
Vou mesmo mandar chamá – lo,
Para ele sustentar –
O velho criado dele
Não poderá protestar!

E mandou chamar o conde,
Nessa mesma ocasião.
O portador disse ao conde:
- Deus vos salve, cidadão!
O rei manda lhe chamar,
Com o maior precaução!

Disse o conde: - Quem foi lá?
Ele contou o preciso.
O conde disse: - Eu não quero
Que isso fique indeciso –
Pelo que ouço dizer,
O rei fica sem juízo!

Dizendo isso, partiu.
Quando na corte chegou,
O rei abraçou- lhe triste
E toda a história contou,
Dizendo: - Você é prova
De tudo o que se passou!

O conde disse: - Monarca,
Me preste bem atenção:
Eu não vi esse negócio,
Na hora da refeição –
O senhor pode ter visto,
Mas eu mesmo não vi não!

É por isso, meu bom rei,
Que, dentro do meu condado,
Não baixo um decreto desses,
Pra não ficar desfeiteado –
Como o senhor vai ficar,
Dentro do próprio reinado!

O senhor não acha um
Que possa isso provar –
Morrer de olhos furados,
Antes da hora chegar,
É melhor servir de besta,
Para o Diabo montar!

Disse um sábio: - Quem viu isso
Foi a Vossa Majestade!
Disse o rei: - Ave Maria!
É muito menos verdade!
Eu estava aqui, mas não vi –
Juro pela Divindade!

Disse o ministro da corte:
- Eu já estou bem informado
Que o genro do monarca
Não pode ser enforcado –
Pelo que ouço dizerem,
O peixe não foi virado!

O rei não viu, ninguém viu,
A conta já está somada –
Vamos soltar o rapaz,
Dar a questão acabada!
Disse o rei: - Pode soltá-lo –
Não estou ligando mais nada!

Sinto muito minha filha
Ser daquele vagabundo!
Hora negra, miserável!
Momento crítico, imundo!
Não baixarei mais decreto,
Enquanto o mundo for mundo!

Nessa hora, a princesinha
Marchava com seu cortejo,
Abraçar o seu esposo,
Embora contra o desejo.
O pai do rapaz, de alegre,
Deu dez dias de festejo!

O monarca, desgostoso,
Nessa hora adoeceu –
Não falou mais com ninguém,
Não comeu mais, nem bebeu.
O desgosto foi tão grande,
Que com dez dias morreu!

O rapaz, genro do rei,
Foi logo rei coroado.
Mandou enlutar o reino,
Provando ser educado;
Mandou que todos tivessem
Recordação do passado.

Cobriu-se de sentimento,
Segundo sua moral.
Tirou as cargas pesadas
De todo seu pessoal,
Para que fosse querido
Do povo todo em geral.

Tornou-se um justiceiro,
Pra toda sua nação;
Acabou a injustiça,
Firmou a religião;
Morreu de velho, deixando
Pra todos recordação.

Aqui, findou- a história
Dessa velha monarquia,
Dos tempos medievais –
Assim o livro anuncia.
Sou eu, Pedro Rouxinol,
Campeão do arrebol,
No verso e na poesia!




CONSTRUINDO E CONTANDO CORDEL

por César Obeid


SINOPSE

OBJETIVO



O universo que permeia a poesia popular é muito vasto e têm inúmeras possibilidades de aplicação, e as manifestações artísticas, sociais e culturais que queiram fazer mão do seu uso. O cordel e o repente, refletem a vida de um povo, do povo nordestino, do retirante, do migrante, do homem que vive ligado à terra, mesmo que, por força das conseqüências da vida, hoje vive afastado dela. Dentro desse contexto, o qual chamamos popular, o cordel e o repentismo de viola, um segmento do cordel, que é música improvisada, ficou e fica distante do meio, das formas de comunicação, das entidades, das escolas, e das artes, o que proponho nesse trabalho, é fazer o elo entre o popular e as formas de recriação para tal universo. É preciso saber o que é e como é feito o cordel e o repente, não só através da forma das estrofes e das rimas, e sim o seu contexto histórico, o porquê é tão importante e viva essa poesia oral entre o povo nordestino. Difícil achar um nordestino que nasceu no pé da serra que não saiba ao menos uma estrofe de uma história de cordel ou um ditado popular em versos. O que faço no meu trabalho e aqui apresento é mostrar essa cultura, sua importância histórico/cultural, Mostro que a poesia popular é viva, tenho um dos mais completos estudos do cordel e do repente feito na capital paulistana, inclusive acervo fotográfico e vídeo. Mostro e comprovo que o repentismo de viola sobrevive fortemente nas periferias das capitais. Onde existir nordestino, haverá uma dupla de cantadores de viola cantando para esse povo distante de sua terra. Rio, São Paulo e Brasília, foram as cidades que mais receberam migrantes nordestinos, que muito ajudaram a erguer essas cidades, a cantoria e o cordel, os acompanharam, esses artistas populares cantam, até hoje, para esse povo, sofrido e com muita saudade da velha terra onde nasceram e foram criado. Quero e é preciso codificar tudo isso, mostrar o valor dessa manifestação e principalmente, deixar para as futuras gerações a riqueza da nossa poesia popular, que aqui digo: POESIA ORAL, para ser dita, e que seja sempre BEM- DITA!

QUERO APRESENTAR ESTA FORMA DE NARRATIVA, PARA INICIAR O TREINO DA ESCRITA, LEITURA E ESCUTA EM VERSOS. NÃO É DIFÍCIL ESCREVER CORDEL. É SÓ TREINAR E QUERER!!


ESCREVENDO ESTROFES

Para começarmos a trabalhar com o cordel é interessante familiarizar-mos com a forma das estrofes.
São duas as mais utilizadas: sextilha e setilha,
A Sextilha tem seis versos
Vou mostrar sua construção
O segundo, o quarto e o sexto
Rimam em combinação
Os outros versos são livres
Mas não faltam emoção.

A setilha tem sete versos, no esquema (XAXABBA)

Consideramos:
X: versos livres
A e B: Rimam entre si.
E assim vão histórias e histórias, narrativas e narrativas dentro dessa estrura invariável!


RIMA


Consideramos as palavras que rimam entre si, as que têm o mesmo som na sua terminação:

Forte e sorte- rima em "orte"
Paixão e fogão- rima em "ão"
Amado e coitado- rima em "ado"

Estas são rimas perfeitas por terem, além do mesmo som, a mesma grafia.

Por exemplo: AMIGO (rima em "igo") e PARTIDO (rima em "ido") não rimam, pois o som de "igo" e "ido" é diferente!

A palavra "você" também rima com "fazer"?

- Se eu pronunciar "fazê", sim!
- Se eu disser "fazer", não!

Estas rimas são as chamadas imperfeitas, porém muito utilizadas no cordel, por poetas que desconhecem como se escreve as palavras. Fica ao critério do poeta assumir as rimas orais ou as corretas gramaticalmente.

Por exemplo, quais dessas duplas de palavras rimam ou não entre si?

prédio/ médico
astro/ pasto
César/cantar
mistério/desafio
clarão/claro
justiça/ notícia
céu/meu


Nenhuma dessas duplas de palavras rimam entre si!!!

TODA RIMA COMEÇA NA VOGAL DA SÍLABA TÔNICA DA PALAVRA E VAI ATÉ O FIM.

Por exemplo,
- Prédio- rima em "édio", que não tem o mesmo som de "édico", de médico
- "Astro" não tem o mesmo som de "asto"
- César, rima em "ésar" não rima com cantar, terminação em "ar"

Muitas pessoas confundem a rima com o som que forma com o radical da palavra. Por exemplo; "Palmeira" com "Palco". Não! lembrem-se, a rima começa na vogal da sílaba tônica até o fim da palavra.

MÉTRICA


Quanto ao número de sílabas, o mais utilizado é sete. Vejamos
os versos:

"Jõao/ Ba/tis/ta/ res/pon/deu"
e
"Res/pon/deu/ Jo/ão/ Ba/tis/ta"

No primeiro verso, a palavra "João" tem uma sílaba poética e no segundo verso, é um dissílabo. Isso é feito para dar a medida exata entre melodia e texto.


SE UTILIZARMOS UMA MELODIA DE SETE SÍLABAS, O TEXTO NATURALMENTE AS TERÁ.

Toda estrofe de cordel tem uma música, algum tipo de melodia. A partir daí podemos brincar....
- Experimente incluir numa sextilha a melodia da música

"A barata diz que tem
sete saias de filó
é mentira da barata
Ela tem é uma só
Ha! Ha! Ha! Ho! Ho! Ho!
Ela tem é uma só..."

Funciona, não!

Também podemos usar a melodia "Teresinha de Jesus", nas estrofes do cordel, mas segue uma observação.

- A melodia da música "Teresinha de Jesus" foi feita para quatro versos. E, se cantarmos uma sextilha, com uma dessas melodias, sobrará dois versos. O que não chega a ser grande problema e sim pode ficar muito engraçado tentar encaixá-las.

Escrever literatura de cordel não é difícil, mas exige algum treino. O mais importante é saber "o quê" escrever. Talvez começar escrevendo a história em prosa fique mais fácil. Agora o fundamental é lembrar que cordel é literatura oral, para ser dita! Cantada ou falada.
A estrofe tem que ter fluência quando a pronunciamos!
A partir de repetidas vezes dizendo uma mesma estrofe, naturalmente nascerá uma melodia! Isso é importante! Essa melodia ajuda a fazermos a métrica certa!



DE QUADRAS PARA SEXTILHAS


Seguem quadras de Fernando Pessoa, retiradas da obra "Quadras ao gosto popular". Então proponho um simples exercício, fazer dessas quadras, sextilhas. Assim.

Exemplo 1:


"Tenho um livrinho onde escrevo
Quando me esqueço de ti
É um livro de capa negra
Onde inda nada escrevi"
(então eu completo):
Com certeza pra te amar
É que eu mesmo nasci


Exemplo 2:
(posso também iniciar com meus dois versos)


Minha amada lhe pergunto
Porque estou na agonia
"Duas horas te esperei
Dois anos te esperaria
Dize: Devo esperar mais
Ou não vens porque é dia"


Agora, você:


"Duas horas te esperei
Mais duas te esperaria
Se gostas de mim não sei
Algum dia há de ser dia"


"Compreender um ao outro
É um jogo complicado
Pois quem engana não sabe
Se não estava enganado"


"Dei-lhe um beijo ao pé da boca
Para a boca se esquivar
A idéia talvez foi louca
O mal foi não aceitar"


"No baile em que dançam todos
Alguém fica sem dançar
Melhor é não ir ao baile
Do que estar lá sem estar"


"Tenho uma pena que escreve
Aquilo que eu sempre sinta
Se é mentira, escreve leve
Se é verdade, acaba a tinta"


TRANSFORMANDO NARRATIVAS EM PROSA PARA OS VERSOS DO CORDEL


Vamos pegar uma pequena fábula de Esopo,(extraída do livro FÁBULAS. L&M Pocket, 1997)

A Serpente, a Doninha e os Ratos

Uma serpente e uma doninha tinham ido brigar numa casa. Ao ver isso, os ratos, que normalmente eram a presa de uma ou de outra, saíram para estirar as pernas. Mas, quando viram os ratos, uma e outra pararam a briga e os atacaram.
Sejamos discretos enquanto os grandes se batem, senão os golpes sobram para nós.


A primeira coisa é fazer é saber que Donhinha é um pequeno mamífero. Depois vamos separar, a fábula, por ações.

- Briga da serpente e da doninha
- Ratos estiram as pernas
- Ataque aos ratos

TEMOS TRÊS AÇÕES, EXPRESSAS EM TRÊS VERBOS.

É interessante iniciar uma narrativa de cordel com uma apresentação dos personagens ou da situação.

SEMPRE TENHO QUE SABER COMO TERMINA A ESTROFE!

A última palavra do título é "ratos". Não terei dificuldade em achar rimas em "atos"

Caro leitor, eu lhe digo
Explicando todos fatos
Uma fábula bem antiga
Que é contada em três atos
É a história da Serpente,
Da Doninha e dos ratos.

A minha segunda estrofe conta minha primeira ação: "BRIGA" da serpente e a doninha. Tenho rimas fáceis tanto em "iga" em "ente" ou em "inha".
Escolhi terminar esta estrofe com: "briga".

A serpente é um bicho forte
Da doninha é inimiga
Resolveram, numa casa
Acabar com uma intriga
Fizeram luta sangrenta
Nunca vi terrível briga.

Minha estrofe seguinte, conta a segunda ação: "ESTIRAR". referindo-se aos ratos, inimigos da doninha e da serpente. Termino a estrofe em "sonhar" como referência a estirar as pernas, relaxar e dormir.

Os ratos que são suas presas
Lá puderam relaxar
Pois seus grandes inimigos
Começaram a brigar
Com as pernas relaxadas
Começaram a sonhar.

Minha outra estrofe conta a ação: "ATACAR". Porém, não vou terminar em "ar" novamente. Escolho a palavra "devorados".

Os bichos ao verem isso
Se tornaram amigados
A briga foi interrompida
Em gestos abrutalhados
Em apenas três segundos
Os ratos são devorados.


Na última estrofe conto a "moral da história" -
Sejamos discretos enquanto os grandes se batem, senão os golpes sobram para nós.
Resolvo terminar em "nós"

Esta história conta aquilo
Que contavam os avós
Em briga de "gente grande"
É melhor ser bem veloz
E sair dali correndo
Senão sobra para nós.
-------

O próximo passo seria contar esta história repetidas vezes, pronunciá-la em voz alta, encontrando entonações e intenções que deixem os versos mais naturais possíveis. O cordel tem que ser arte viva, presente.
Não é meu objetivo fazer um manual de construção de cordel, e sim orientar o iniciante, a um caminho, um pouca mais curto, para chegar a um bom resultado final.
É importante o autor de cordel saber que cada estrofe tem que ter total aproveitamento, nada pode sobrar ou faltar. É como se ele contasse essa história, e ao fim de cada estrofe, os ouvintes reagissem, ou chorando, ou emocionando-se ou rindo. As rimas e a métrica não podem ser empecilhos para o cordel, pelo contrário, têm que fazer parte de um conjunto para termos a unidade e a presença da oralidade.


Se você ainda tem dúvida, mande-me um e-mail que respondo para esclarecê-la!

quarta-feira, 19 de abril de 2017

O silêncio da certeza é maior que o barulho da convicção.

A indignação  seletiva  que    antes,  bradavam  aos  sete  cantos  do  país, clamando  por  justiça parece  que  também  descobriram  que  não  passam  de  vítimas de  um  dos  maiores grupos  do  crime  organizado que  tentou  se  apoderar  do  país com  a  promessa  do  país  do  futuro.
Arrasaram  o  presente, destruirão toda  e  qualquer  esperança  em  um  país  melhor  para  todos, colocaram  uns,  contra  os outros, desqualificaram  a  justiça, abraçaram  a  corrupção,  como  pátria  educadora.
Finalmente!  parece  que  o  silêncio  é  a  certeza,  e  não  convicção  de  que  sempre  foram  usados,  como  massa  de  manobra,  cão  de  briga,  galos  de  rinha,  kamikases cegos ideológicos,  mas  hoje  o  lastro  de  provas,  "mesmo  que  venha  ser  desqualificadas destorcidas" certamente  não  vão  consegui desqualificar  ainda  mais  aqueles  que  mais  dependem um  olhar  e  é  visto  apenas  como  vítima  social.
O  país  é  nosso,  a  educação  é  para  todos, a  saúde  é  um  direito  universal, o  emprego,  com  salários  justos é  um  passo  para  o  futuro e a   segurança  deve  ser  nosso  maior  bem.
A  paz  precisa  reinar  para  que  venhamos  ter  uma  nação  mais  justa, próspero  e  não  um  bando  de  hienas infectadas  de  raiva capas  de  destruir  tudo  que  passa  na  sua  frente. Se  esse  povo  soubesse  a  força  que  tem; nós  teríamos  outro  país, mas  em  fim  nos  contentamos  com  o  que  tem;  infelizmente  as  gerações  futuras  continuaram  ser   ninguém.


sábado, 15 de abril de 2017

sexta-feira, 14 de abril de 2017

O  Rio de janeiro,  que, um dia recebeu  o  título  de  "cidade  maravilhosa".  hoje,  parece  mais  aquele  país,  que  se  alto intitulava  "PÁTRIA  EDUCADORA"  onde  a  felicidade  era  plena  e  a  esperança tinha  vencido  todas  as  barreiras...em fim o  Brasil tinha  se  tornado  uma  nação em  sua plenitude,  pois bem:  Hoje, só  resta a  utopia em uma  terra arrasada com  todas  as  esperanças  jogadas  na  lama;  uma  terra  sem  lei, sem  ordem,   sem  progresso e  passível  de  interdição  imediata ou  toda  cidade  vai  virar  trincheira  de  vítimas  sociais,  que  não  passam de  hienas sanguinolentas...vampiros  que  se  alimentam   de  sangue  de  inocentes,  largados,  desarmados e absolutamente abandonados no  meu  do  fogo  cruzado, onde  o  direito  de  ir  e  vi  deixou  de  ser  salutar.
Estamos em  guerra  e  as  ruas  viraram  campo  de  batalhas,   salve-se  quem  poder mas,  você  pode  ser  a  próxima  vítima desferido  com  balas  perdidas que  tem  sido  a prática  recorrente do cidadão  carioca.  A cidade  que  um  dia  foi  maravilhosa  hoje se  equipara  com  a  pátria educadora onde  ser  fora  da  lei e  agir em  bando  de  quadrilha organizada embevece seu  súditos, e  quem  vive  de  forma  ordeira está condenado e  espera  apenas  o  dia  de  ser  vitimado.

BRASIL PÁTRIA EDUCADORA